A vida é uma coisa louca, um caminho que temos que trilhar para superar a nós mesmos, para tropeçar e nos levantar, para abaixar a cabeça em sinal de respeito, mas evitar fazer o mesmo por vergonha.
Você nasce, cresce, vira um projeto de gente, estuda, namora, brinca, joga video-games, vai para o estágio, conhece bandas novas, namora, vê filmes, jornais, aprende a dirigir, se forma, arruma um emprego (que jamais será o de seus sonhos, pois o ser humano é descontente), conhece alguém especial, se casa, sorri, chora, deixa o cabelo crescer, raspa a cabeleira, faz tattoo, tem um filho....
Opa...
Eu escrevi, "tem um filho"?
Isso mesmo, "mermão" "ter um filho".
Sim, você tem um filho, momento no qual alguém - provavelmente Deus - gira a chave seletora de seu "eu" tão ignorante, pequeno, egoísta e singelo, para ligar parte de você que estava adormecido, descansando em algum lugar, com muito sol, praia, águas límpidas, prancha de surf, mas que tem que acordar para a "vida", pois desse momento em diante, você tem que ensinar seu filho a caminhar na trilha para superar a si mesmo, para tropeçar e se levantar, para abaixar a cabeça em sinal de respeito, mas evitar fazer o mesmo por vergonha, etc, etc, etc....
Na maternidade que o caminho te leva para o ponto zero. Sabe igual no velho e conhecido "jogo da vida", não o real, mas aquele de tabuleiro, no qual de algum modo você iniciou o jogo novamente?
Então...
Vejam só...
Assim que você vê o obstetra tirar a criança do ventre materno, quase que gritando instantaneamente e a sua chave seletora é alterada para o botão "responsa", "responsa", "responsa", "você agora é um homem", "dignidade", "ensinamentos", "aprendizagem", "preocupação", "preocupação", "preocupação", "amor", "amor", "amor", "sentimento sem limites", e por aí vai.
Nesse momento amigão, você realmente descobre o que é ser homem, o que a vida significa e o quanto vale o verdadeiro amor, o resto é balela, conto de fadas.
Agora, você já não é mais dono de si, não administra seu tempo, nem poderá usufruir daquela gordurinha da picanha (pois se seu filho quiser, acredite, será dele), você não saberá o significado de televisão à cabo, mas única e tão-somente da Discovery Kids, Peppa Pig, Tri fu ton, etc.
Mas, por outro lado, saberá que é recompensar trabalhar arduamente, poder ver seu filho correr, cair, comer, gritar, viver...
Nada mais gratificante que chegar em casa e ver o sorriso do bebê, que - apesar de não saber se expressar tão bem, nem de ter ciência de suas necessidades, te ama "brow", te ama e te quer ao seu lado.
E assim, vamos viver a vida.
Curtindo cada instante do pequeno, aprender com ele, ensiná-lo também.
Vamos sorrir, brincar, quebrar objetos e fazer tudo o que temos direito. Pois, a vida é assim, um caminho e o fim pode estar bem ali.
Aurelio Mendes - @amon78
